Inspirações

Você tem medo do sucesso? Como transformar seu inner-saboteur em uma cheerleader.

– Artigo honestamente emprestado da revista Australiana Renegade Collective. Leia a versão original em inglês escrita por Amy Molloy aqui.

Você sabia que Dustin Hoffman co-escreveu o filme de 1979 Kramer contra Kramer? Não? Isso não me surpreende. Foi um segredo muito bem guardado. Na verdade, o ator apenas revelou que ele ajudou a escrever o filme pouco depois de seu aniversário de 77 anos – três décadas depois que ele ganhou um Academy Award – e que foi sua decisão não comentar sobre sua participação.

“Eu tenho escrito esse tempo todo”, disse Dustin em uma entrevista ano passado. “Eu apenas nunca tirei créditos por isso – estupidamente”. Quando nós terminamos [de co-escrever Kramer contra. Kramer] o diretor disse: ‘Eu quero te colocar nos créditos’, mas eu disse, ‘Não, não, tá tudo bem’. Essa sempre foi meu posicionamento. Um outro foi em Tootsie: eu e meu amigo co-escrevemos os primeiros rascunhos. Ele levou o crédito. Eu não queria. Rain Man foi mais um… Eu acho que eu levarei crédito por isso agora”.

Parece uma atitude na contramão em uma cultura faminta pela fama como Hollywood, então porque Dustin não iria querer ser aplaudido? “Eu diria que caiu um elemento de auto-sabotagem sobre mim logo que eu aprendi s andar, o que nunca saiu de mim”, disse o ator, que também sugeriu que sua relutância em levar crédito foi motivada por um medo de que o sucesso faria com que as pessoas o tratassem de forma diferente. “Existia uma dignidade em ser um fracasso”, disse sobre seu início de carreira como ator em Nova Iorque.

 

Muitos empreendedores, criativos e pessoas altamente ambiciosas são culpadas de reterem-se, e muitos ainda nem percebem que o estão fazendo. Ainda que um certo nível de modéstia seja um atributo positivo, pode ser também sinal de uma questão mais profunda.

E ele não está sozinho em acobertar suas conquistas. Muitos empreendedores, criativos e pessoas altamente ambiciosas são culpadas de reterem-se, e muitos ainda nem percebem que o estão fazendo. Ainda que um certo nível de modéstia seja um atributo positivo, pode ser também sinal de uma questão mais profunda. A palavra sabotagem pode ser definida com “Deliberadamente destruir, danificar ou desconstruir algo”, e quando isso se aplica a carreira de uma pessoa, pode se manifestar como procrastinação, falta de atenção aos detalhes, ou ‘modéstia extrema’. Em casos severos, sintomas incluindo abuso de drogas e álcool, ou mal comportamento social como estimular brigas ou explosões emocionais.

Então, porque nós fazemos isso? Uma teoria é que muitas pessoas encontram um certo conforto no fracasso: ele é familiar, é estável, não apresenta perigo de decepção. Em seu livro The Big Leap: Conquer Your Hidden Fear and Take Life to the Next Level (leia-se: Domine seu medo oculto e leve a vida a um outro nível), o psicólogo americano Gay Hendricks escreve, “Cada um de nós tem um termostato interior determinando quanto amor, sucesso e criatividade nós nos permitimos usufruir.” No minuto em que excedemos essa temperatura – ao fazer mais dinheiro, experimentar mais amor, direcionando mais energia positiva a nós mesmos, você engana seu medidor de limite interior. Uma voz dentro de nós diz, ‘você não pode possivelmente encontrar formas de se sentir tão bem assim’- então nós encontramos uma forma de nos sentir mal.

É por isso que comportamentos de auto-sabotagem normalmente não se manifestam logo no começo de um novo projeto, mas assim que ele se torna estabelecido, e quando está começando a mostrar sinais de que está sendo bem-sucedido. Existe muitas vezes um equívoco de que comportamento de auto-sabotagem é normalmente provocado por um medo do fracasso, mas o contrário pode ser o caso. A autora americana e filantropista Marianne Williamson é famosa por dizer, “Nosso medo mais profundo não é o de sermos insuficiente, nosso medo mais profundo é que nós somos poderosos além do limite”.

A boa notícia é que existem formas de encontrar a paz com o progresso positivo. É hora de mudar sua mentalidade: ao invés de se preparar para o pior, tente se preparar para o melhor; “Eu percebo que muitos dos meus clientes se retém deliberadamente ou direcionam pensamento de “azar” se eles não conscientemente pensarem nas ramificações do que poderia acontecer se eles forem bem-sucedidos, em como isso afetará seu lifestyle, família, amigos e até a comunidade”, diz Annabelle Drumm, coach de carreira especializada em indústrias criativas. “Quando embarcar em um projeto, realmente visualize como seria atingir o objetivo final e como você pode garantir que ele vai trazer contentamento. Você precisa embarcar pela longa jornada. Eu percebo que muitos criativos começam [a jornada] com todo o entusiasmo do mundo, mas abandonam o barco assim que eles alcançam o primeiro obstáculo, e embarcam em outro projeto”.

Quando se trata de encontrar um parceiro romântico, você provavelmente ouviu o velho cliché – você não encontrara amor até que você sinta que você vale a pena. Bem, o mesmo pode ser dito com relação as conquistas profissionais. De acordo com Helene Lerner, produtora de TV, ganhadora de Emmy-Award e autora do livro In Her Power: Reclaiming Your Authentic Self, muitas mulheres sofrem de um ego ‘sub-inflado’. “Mulheres não pensam grande o suficiente”, escreve Helene. “Nós somos todas tremendamente talentosas. Imagine o que poderia acontecer se nós realmente tivéssemos uma visão grande o suficiente para nós mesmas…Ser visível e deixar as pessoas verem o seu verdadeiro eu pode parecer estranho… Mas nós não deveremos nos intimidar por essa intranquilidade, porque isso significa que estamos crescendo”.

Quando sua carreira está atingindo um marco significante, seja particularmente vigia de seu monólogo interno – você está subestimando suas conquistas, pecando pelo lado negativo ou se distraindo com a ideia de mudar para um novo projeto?

Quando sua carreira está atingindo um marco significante, seja particularmente vigia de seu monólogo interno – você está subestimando suas conquistas, pecando pelo lado negativo ou se distraindo com a ideia de mudar para um novo projeto? “Eu percebi que empreendedores muitas vezes se auto-sabotam inconscientemente se eles estão ficando muito perto de um nível de retorno simbólico (…) como quando estão prestes a ultrapassar o salário de alguém como um parente ou parceiro”, diz a coach de mentalidade financeira Denise Duffield-Thomas, que alega que essa reação é particularmente comum entre mulheres. “Muitos empreendedores acreditam que precisam derramar sangue, suar e chorar para alcançar uma satisfação, então sem saber você irá criar situações para preencher essa crença, talvez exagerando em uma situação ou provocando uma discussão”.

A boa notícia é: se dar conta do seu inner-saboteur é o primeiro passo para superá-lo. Dr. Vesna Grubacevic, um programador neurilinguista e autor de Stop Sabotaging Your Confidence (Leia-se: Pare de Sabotar sua Confiança), recomendou um exercício simples para identificar comportamentos limitadores. “Durante a próxima semana tome nota de todas as coisas que você adia ou evita fazer em se tratando de lançar seu negócio”, diz Vesna. “Ao lado de cada atividade, escreva os pensamentos que você teve que o levou a evitar ou adiar essas atividades. Nós podemos usar nosso inner-saboteur como vantagem ao escutar cuidadosamente nossa auto-conversa negativa, e então reprogramar nossos pensamentos para uma profecia positiva de auto-preenchimento”.

Você pode fazer isso com simples técnicas de visualização. Imagine a tela de um cinema na sua frente e veja a si própria como uma atriz em uma reunião futura, evento ou noite de premiações (o que for relevante para o seu negócio). Na tela da sua vida, faça o papel da visão do sucesso aonde você se sente orgulhosa, amparada, contente ao invés e isolada, desconfortável e sozinha.

Você realmente quer ser sua própria inimiga? Então troque seu inner-saboteur por uma cheerleader. Assim como descobriu Dustin Hoffman aos 77 anos de idade, suas conquistas irão te alcançar no final…[:]

About the author

Related Posts

Leave a Reply

Deixe uma resposta